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O CAMINHO DA AUTO-TRANS-FORMA-AÇÃO

 

 

O nosso corpo é um instrumento, delicado também resistente, que desafina ou se harmoniza com os fatos que enfrenta. É parte consistente e transformadora de cada um de nós. Por isso precisa estar cheio de vida para vencer desafios, conflitos, problemas que fazem parte do cotidiano.

 

Não podemos adivinhar nosso caminho nesse planeta, mas podemos atuar sobre ele à medida que buscamos autoconhecimento e assumimos autorresponsabilidade pelas situações que surgem. Não surgem do nada, daí a importância de aceitar o que vier na certeza de que o pior dos fatos pode nos beneficiar a médio ou longo prazo. Pode nos acrescentar -- mais do que problemas difíceis de resolver -- a compreensão de quem somos, que é o que finalmente nos liberta para uma existência em que o nosso interior se integra à realidade, as contradições se amenizam, a serenidade e a mais duradoura perspectiva de felicidade  se apresenta.

 

Em busca dessa possibilidade e equilíbrio, há cerca de 20 anos passei a frequentar os encontros de Pathwork, método de autoconhecimento que significa, ao pé da letra, “Trabalho do Caminho”. Desde então me familiarizei com a leitura dos livros e palestras e passei a participar de grupos com a Sandra Sofiati. É um conhecimento inesgotável, nem sempre estou aberta para ele. É uma trilha para escolhas conscientes.

Durante todo esse tempo, nem sempre fui assídua, desapareci em alguns períodos de muito trabalho, não sei bem, mas, mesmo longe, sempre soube que havia um tesouro libertador no estudo e prática do Pathwork.

 

E finalmente chegou o dia 3 de junho de 2019. Já havia retomado há cerca de um mês o trabalho do Pathwork. Era uma segunda-feira à noite, fria e chuvosa, fui para a reunião. Dentro de mim um turbilhão se agigantava, um luto de mãe que venho mascarando com subterfúgios se impôs.

 

Conheço o grupo há pouco tempo, mas nesse dia eu me conectei com todas de forma visceral, provavelmente foi uma aproximação para a qual a alma me levou, amorosamente. Éramos quatro pessoas e, ao mesmo tempo, uma apenas, corações compassados. Despimos máscaras desta vez e eu, mais que todas talvez, consegui partilhar o meu segredo, a minha dor tamanha, que não divido porque é inconveniente nos ambientes sociais.

 

Naquele espaço de espiritualidade, no entanto, pareceu perfeito eu me abrir e contar o que estava vivendo. Fizemos alguns exercícios poderosos, para desbloquear a energia e a emoção no corpo. Chegaram a leveza e o carinho mútuo.

 

De repente, não me senti separada, mas parte de todas, não me senti sozinha, mas acompanhada nas minhas dores, que eram também as delas. Que são as dores do ser humano em busca de respostas para a vida e compreensão da realidade.

 

Voar deve ser parecido com o sentimento que me dominou, porque não tem barreiras e esbanja sabor de existir.

 

Voltei para casa diferente, motivada e com fé em mudanças, mudanças que podem me levar ao entendimento dos tristes fatos recentes. A criatividade, centro do meu trabalho como escritora, me assediou com graça e eu a abracei completamente.

 

Não estou no céu, porque vivemos na terra, mas sei que o Pathwork é o trabalho que devo fazer em meu caminho para superar essa impotência atual e suprir a alma com novos sonhos e realizações.

Sinto-me livre das percepções equivocadas e deprimidas que me dominaram. Sei que ainda estão aqui, rondam, entram na minha cabeça, coração, dominam às vezes, mas eu sou senhora, senhora da minha vida e emoções. Posso oferecer resistência e assumir as responsabilidades pelo bem e pelo mal que recebo.

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