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OS SONS COMO SERES ESPIRITUAIS VIVOS

18/8/2019

 

A visão de homem na qual se apóia A ESCOLA DO DESVENDAR DA VOZ, vem da Antroposofia, e portanto leva em conta portanto a dimensão espiritual do homem, juntamente com a física e a mental.

 

Muito semelhante aos orientais, eles consideram que existe um Tom Primordial, que é inaudível, que se decompõe em tons cósmicos, que também são inaudíveis, e que estes tons encarnam na terra através da voz humana e dos tons produzidos por instrumentos musicais. Consideram que todo espírito já vem com uma voz própria, mas em função da estória de cada um, essa voz vai sendo envolta por cascas, por invólucros, por camadas de repressão. Por isso essa escola não fala em formar voz, mas em desvendar  a voz, e o faz através de exercícios com fonemas e tons que buscam ir tirando os véus da voz.

 

Para que esses sons possam se manifestar, é preciso que o ar que está dentro se ligue com o ar que está fora; além disso é preciso que haja vibração, ou seja a vibração é para o som a mesma coisa que o chão é para o homem. O homem para caminhar precisa do chão, assim como os sons para se manifestarem precisam de vibração. Neste ponto fica clara  a importância do desbloqueio corporal, porque é o corpo sem couraca que se presta a ser um instrumento musical,  que quando afinado e tocado, produz vibração, abrindo assim a possibilidade de expressão desses tons.

 

A Escola do Desvendar da Voz, assim como os orientais, considera a respiração algo muito delicado, muito sagrado: é um presente dos deuses e por isso não é preciso fazer força para respirar; o ar é dado. Esta escola trabalha o tempo todo com a consciência ligada no som e no tom, sem falar da respiração em nenhum momento, a não ser para nomear seus exercícios: Exercícios para o Esquecimento da Respiração . Indiretamente a respiração é trabalhada através desse enfoque da consciência no som.

 

A Escola do Desvendar da Voz tem uma forma ativa de fazer os exercícios com os fonemas e os sons, e ao mesmo tempo uma atitude de muito respeito, pois considera os tons como seres espirituais; eles são vivos.

 

Cada tom musical é vivo, e ao mesmo tempo, vivificador. Para citar um exemplo, no exercício MVRS trabalham com os 4 elementos:

- M é água; é uma consoante líquida. A pessoa lacrimeja, sua, boceja; 

- V é fogo; promove o movimento da energia para as pernas e pés. Cria ressonância na barriga;

- R é ar; ele projeta a voz no espaço; 

- S é terra; é a contenção, a repressão, a solidez. (Já pensaram quantos sons de S usamos para repreender?)

 

Os exercícios para o esquecimento da respiração são feitos  com um só movimento, na posição sentada , que desestrutura e estrutura tônus.  Nesses exercícios, a atitude é sempre  procurar o que está vivo dentro de cada fonema e tom. Mas é no som ng presente na palavra pinga ou domingo, ou seja, é no som mais anasalado da voz humana, onde a ressonância vai para o ponto entre as sombrancelhas,  que esta o poder da cura.  Antes de se chegar até ele, trabalha-se com exercícios que aprofundam a respiração, pois a ressonância só chega nesse ponto se  a respiração for abdominal.

 

O som do ng tem poder curativo e foi através dele que a senhora Werbeck, cantora sueca, fundadora da Escola do Desvendar da Voz junto com Rudolf Steiner, recuperou suas cordas vocais. O ng é um som misterioso: as crianças nascem com a ressonância na cabeça, ele está no OM dos orientais, no Amém e todas as mães do mundo fazem seus filhos adormecerem ao som do ng.

 

Existe um exercício dentro desta metodologia com o som do ng, onde aos poucos constrói-se um caminho de circulação do som pelo nariz e dentro da cabeça, até que o som consiga ultrapassar a calota craniana e formar uma cúpula de ressonância que se estende até detrás da nuca, passando a vibração para toda a coluna. O líquor da coluna vibra. Essa cúpula com esse som, não poderia ser uma espécie de caixa acumuladora de energia cósmica em seu estado mais vivificador? A substância etérica que tudo circunda tem uma relação com tudo que ressoa e está presente em tudo que é som. Aí está a explicação do poder curativo da música, pois se os tons são vivos, eles estão carregados dessa substância primeira, formadora e criadora de tudo.

 

Será que quando a gente canta não é um pouco como metermo-nos em um acumulador  de energia cósmica? Porque as pessoas ficam tão brilhantes quando cantam? Porque antigamente o trabalho era feito com as pessoas cantando e isso fazia com que elas não se cansassem tanto? Porque que “ quem canta seus males espanta”?

 

 

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