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MASSACRE CULTURAL NA AMÉRICA INDÍGENA

 

 

Rigoberta Menchú é uma ativista da Guatemala que trabalha pela defesa dos direitos humanos. Ela é da etnia quiché, um dos grupos que compõem o povo maia. Em 1992, Menchú ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços em favor da população nativa da Guatemala.

As condições nas quais se dão as relações interculturais (nos países da América Latina) tem se traduzido, em geral, na violência contra os povos indígenas em suas diversas expressões: desde os massacres genocidas, o desapreço, a marginalização, a limitação de oportunidades, as agressões físicas e morais, a exploração econômica, o trabalho infantil, a escravidão sexual, até a compaixão e o paternalismo que negam a dignidade humana e revelam a profunda ignorância sobre o muito que a cultura ocidental teria para aprender das culturas indígenas.

De fato, as tradições comunitárias dos povos indígenas tem demonstrado um vigor e uma coerência muito superiores, não apenas para organizar a convivência social de maneira mais eqüitativa e solidária, mas também para garantir a harmonia entre o homem, sua comunidade e a natureza de uma maneira mais respeitosa e sustentável. 


(Trecho do artigo “América Latina: as reivindicações de povos indígenas”, de Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz 1992, reproduzido do site de notícias www.envolverde.com.br)

 

Biografia de Rigoberta Menchú

Infância e Juventude

Rigoberta Menchú Tum nasceu em 9 de janeiro de 1959, na pequena comunidade de Chimel, no planalto da Guatemala. Sua família era de camponeses pobres. Ainda criança, Rigoberta ajudava os pais com o trabalho rural. Na juventude, trabalhou também como empregada doméstica na Cidade da Guatemala, para contribuir no sustento da família.

Em 1960, o governo ditatorial da Guatemala iniciou um massacre contra o povo maia, dando origem a uma guerra civil que só terminaria em 1996. Ao longo das décadas, muitas pessoas morreram e muitas vilas maias foram destruídas. Rigoberta lutou ao lado da família para proteger as populações nativas contra a violência do governo. Por causa dessa militância, seu pai, sua mãe e um de seus irmãos foram assassinados. Em 1981, aos 21 anos, Menchú teve que sair da Guatemala, pois sua segurança estava ameaçada. Ela fugiu para o México.

 

Trabalho internacional e reconhecimento 

No México, Menchú expandiu seu trabalho em prol dos direitos humanos. Ela ganhou destaque como oradora, falando publicamente sobre as dificuldades enfrentadas pelas populações nativas da Guatemala. Em 1982, deu uma longa entrevista para a antropóloga venezuelana Elisabeth Burgos-Debray, em que contou sua história pessoal e histórias de outros indivíduos maias que também sofreram com a violência cometida pelo exército da Guatemala. No ano seguinte, o relato foi lançado em forma de livro. A obra foi traduzida para várias línguas e trouxe reconhecimento internacional para Menchú. No Brasil, o livro foi publicado com o título Meu nome é Rigoberta Menchú e assim nasceu minha consciência.

Menchú ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1992. Com o dinheiro recebido, ela criou uma fundação para ajudar a promover os direitos de povos indígenas do mundo todo. Em 1993, atuou como Embaixadora da Boa Vontade da UNESCO, durante o Ano Internacional dos Povos Indígenas. Menchú também é fundadora do Winaq, o primeiro partido político da Guatemala a representar diretamente a causa indígena. Ela foi candidata à presidência do país em 2007 e em 2011.

 

 

 

 

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