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ESCUTA ZÉ NINGUÉM, A RUA HOJE É VOSSA.

26/5/2019

W. Reich (1897 - 1957) foi médico, cientista, psicanalista  e o precursor da psicoterapia corporal. Mais que isso, apontou as causas políticas e sociais da neurose, e militou a favor da liberdade e da igualdade social.  Levantou hipóteses sobre as causas do facismo: corpos encouraçados, frustração sexual e impotência  orgástica. Lutou contra a miséria afetiva e sexual. Foi crítico contundente da família patriarcal, da escola, da religião, das estruturas de poder, tanto do Estado, quanto das instituições, algumas das quais fez parte : Sociedade de Psicanálise e Partido Comunista.  Foi expulso de ambas.

 

Maldito nos EUA, país onde se refugiou, acreditava que lá não seria perseguido por suas idéias, porém teve seus livros queimados, seu nome difamado, até ser morto como cobaia, dentro de uma penitenciária da Pensilvânia.

 

Escuta Zé Ninguém é dirigido à todos seres humanos que não encontraram a possibilidade de serem criadores da própria vida, aos que não tiveram coragem de lançar-se ao risco, àqueles que vivem vociferando ódio por serem impotentes, ressentidos e tristes. 

 

Todas as frases abaixo citadas estão no livro de W. Reich, Escuta Zé Ninguém

 

"Só que tu preferes o teu patriotismo medíocre porque tens medo do amor genuíno, do trabalho responsável, medo do conhecimento. E por isso exploras o amor, o trabalho e o conhecimento dos outros, mas nunca poderás criar. Por isso usas a tua alegria como um ladrão furtivo, por isso não consegues suportar sem azedume e inveja a felicidade dos outros."

 

"Inventaste o mito de que representas “A SOCIEDADE”, mito que o teu Zé Ninguém se apressou a ratificar de alma e coração. Não o és." 

 

"Caminharás errante através dos séculos e estarás condenado à mesma morte em massa dos teus iguais, no meio da miséria social generalizada; até que do horror da tua existência possa surgir-te um escasso núcleo de lucidez."

 

"Deixas que os homens no poder o assumam em teu nome. Mas tu mesmo nada dizes. Conferes aos homens que detêm o poder, quando não o conferes a importantes mal intencionados, mais poder ainda para te representarem. Para te poder guiar, terá de conseguir que os transformes num Deus inacessível, pois que jamais obteria a tua confiança se permanecesse o simples homem que é. E só demasiado tarde reconheces que te enganaram uma vez mais." 

 

"Terás que entender que és tu quem transforma homens medíocres em opressores e torna mártires os verdadeiramente grandes; que os crucificas, os assassinas e os deixas morrer de fome; que não te ralas absolutamente nada com os seus esforços e as lutas que travam em teu nome; que não fazes a menor idéia de quanto lhes deves do pouco de satisfação e plenitude de que gozas na vida".

 

"Eu digo-te, Zé Ninguém, que eu aprendi a ver-te como o animal rígido no seu vazio, na sua impotência, na sua doença mental. Só sabes sorver e apanhar, não sabes criar ou dar, porque a atitude básica do teu corpo é a retenção e o despeito; porque entras em pânico de cada vez que sentes os impulsos primordiais do AMOR e da DÁDIVA. É, por isso que tens medo de dar. A tua permanente avidez só tem um significado: és continuamente forçado a encher-te de dinheiro, de satisfações, de conhecimento, porque te sentes vazio, esfomeado, infeliz, ignorante e temendo a sabedoria. É, por isso que foges da verdade, Zé Ninguém – ela poderia fazer-te amar. Saberias então o que tento, inadequadamente, dizer-te. E isso tu não queres, Zé Ninguém. Só queres que te deixem em paz como consumidor e patriota."

 

"Pára com isso, Zé Ninguém! Tu és e hás-de ser sempre o eterno imigrante e emigrante. Vieste parar a este mundo por acidente e hás-de deixá-lo sem que ninguém dê por isso. Berras porque tens medo. A pouco e pouco, o teu corpo devém rígido e seco. É por isso que tens medo e chamas a polícia. Mas tão-pouco a tua polícia tem poder sobre a verdade."

 

"És um pobre diabo que nada tem a dizer, sem opinião própria; quem és tu para te meteres na política? Eu sei, já te ouvi a mesma tirada com freqüência. Mas deixa-me perguntar-te: porque não cumpres o teu dever quando alguém te afirma que és responsável pelo teu trabalho, ou que não deves bater nas crianças, ou seguir ditadores? Onde está então o teu sentido do dever, a tua inócua obediência?" 

 

"Porque a tua memória não retém acontecimentos de há dez ou vinte anos, continuas repetindo as mesmas asneiras de há dois milênios. E mais ainda: agarras-te a elas – à tua “raça”, “classe”, “nação”, aos teus ritos religiosos compulsivos, à supressão do amor, como um piolho se aferra à pele. Nem te atreves a ver até que ponto te encontras atolado na tua miséria."

 

 

 

 

 

 

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