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EU SEI PORQUE OS PÁSSAROS CANTAM NA GAIOLA

 

 

 

A frase acima é de Maya Angelou, mulher e escritora negra, extraordinária, que conseguiu exorcizar quase uma vida inteira de maus-tratos, opressão e pobreza escrevendo autobiografias. Ao final, ganhou prêmios literários e fama, mas sei, sabemos, que a sua busca era outra. Que também alcançou: reconhecimento e autoestima.

Maya contou que o pássaro engaiolado cantava apenas porque jamais se esqueceria da música, que trazia no peito, que conhecia sem que ninguém lhe ensinasse. Dom natural. Liberdade e cura.

O método “Corpo Sonoro” -- que a Sandra Sofiati desenvolveu em 40 anos de estudos de Reich a Lowen, música ao piano e tambores rústicos, xamanismo, México Sagrado e rituais milenares, a cura que vem do amor (chacra do coração) e do poder (chacra pélvico), para dar apenas dois exemplos -- também lida, afinal, com conhecimentos ancestrais do corpo.

Há pouco tempo manchetes de jornal divulgaram o fato de quem dança, não envelhece. Pois quem dança, arrisco o palpite, tem um jovem sorridente e ágil dentro de si. O que talvez explique o ganho em longevidade dos pares de idosos que bailam.

Sim, estamos nessa vida para aprender o envelhecer, principalmente em nosso estágio final que pode durar até o dobro em anos do que infância, adolescência e vida adulta somadas.  Mas para durar e proporcionar prazer há que ter potência:

- Pernas que nos levam onde quisermos (mesmo presas a uma cadeira de rodas);

- Pensamento livre, ou seja, uma mente que sonha ou tece planos e empreende o novo em nossos antigos caminhos;

- Coração, que descobre a inutilidade de mágoas, apegos, rancores, vingança, abrindo-se para sentimentos que inundam e libertam para a tal da felicidade.

 Felicidade é um mistério; não é, certamente, cumprir expectativas sociais, mas desabrochar internamente, desbravar o autoconhecimento, estrada acidentada e única que leva à paz com nós mesmos e com o outro.

Há uns 15 anos atrás, durante a prática do Corpo Sonoro, dei-me conta de que naqueles grupos de movimento, som, vibração, sentimentos de todo tipo, eu me apossei do meu corpo de mulher. Eu descobri que é meu. Posso compartilhar com o outro, mas será sempre só meu, o corpo que me levará do bebê que fui à senhora, minimamente sábia  espero, também um pouco louca, como preconiza Clarissa Pinkola Estés*, que me tornarei.

Há beleza em todas essas imagens minhas que vão se sobrepondo com os anos. Espero! Porque se há rugas, há também mais brilho e sabedoria no olhar; se há alguma limitação física, minha mente, sempre aventureira, vai buscar e andar por outros desafios.

A única condição para não estagnarmos o nosso “canto bonito”, assim como o pássaro engaiolado canta por uma alegria insuspeita, a alegria de ser, é não nos desviarmos do autoconhecimento. É não deixarmos de encarar lutas até ferozes dentro de nós apenas para não descansarmos no autoengano, um tipo de morte em vida.

E me despeço com um conselho da Clarisse Estés*:

“...que você escolha o que a faça dançar, não mais andar pesadamente nem cochilar, pelo tempo afora.

A alma e o espírito têm instintos excelentes. Trata de usá-los.

A alma e o espírito têm admiráveis dons do coração.

Trate de desdobrá-los.

 A capacidade de ver longe, remar muito e se curar razoavelmente bem.

Trate de usá-las.”

(*Clarissa Pinkolas Estés  em “A Ciranda das Mulheres Sábias”, Editora Rocco)

 

Quero retificar: o dia da semana em que novo post será publicado será sempre domingo. Isto é certo. Nesta semana, com muito contentamento, publico um texto de minha colaboradora e amiga Christiane Brito, jornalista, escritora e biógrafa do idoso. No entanto, durante a semana, outros posts, por mim ou por outros colaboradores escritos, poderão ou não acontecer.

 

"- Grata por você ter citado meu trabalho de Corpo Sonoro neste texto, Chris!"

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